Once upon a time, um garoto de Ijuí, completamente apaixonado, se ajoelhou nas rochas, numa ilhota grega que havia descoberto anos antes, e, de frente pra mulher que mais amou, ofereceu a aliança da avó, e da mãe, e implorou que dividissem suas vidas a partir dali. Ela aceitou. O resto é história que está sendo escrita. Aqui, foi o pedido. No momento que o fiz, na marca que deixamos no banquinho (era tb aniversário da Pê), e no dia seguinte, quando voltamos para fotografar nesse INCRÍVEL ponto do mundo.
Bjos a todos.
8 comentários:
Nossa!
Que lindo isso!
Muitas emoções esse blog!
E que as páginas da história de vcs sejam como Neruda, Pessoa e Drummond!!!
Felicidades eternas pra esse casal "incrível".
amo vcs.
eu chorei a primeira vez que ouvi a história do banquinho!
e eu chorei um pouquinho, agora!
eu chorei antes tá?? lá no ossip, lembra pê? hahaha!!
Não conhecia esta estória.
No entanto, tenho uma outra.
Conheço o Mano (Rog) e a Petula faz algum tempo. Muito mais forte é meu contato com o Mano, mas conheci a Petula primeiro, naqueles longínquos tempos de delírio juvenil na praia de Imbé. Na beira da praia havia um bar e do lado do bar, uma casa. Eu era amigo dos caras do bar e a Petula veraneava na casa vizinha. Tínhamos uma boa e grande turma. Na verdade, muitas pessoas transitavam pelo bar em busca de açaí e de sucos naturais; outros iam para trás do galpão dos fundos desvendar quaisquer mistérios xamânicos e pular em uma cama elástica que tínhamos por lá. Sem dúvida os do segundo grupo conformavam, de fato, um grupo. Dali muitas amizades partiram. Eram noites e noites sentados na areia de trás do bar observando tranquilamente os que saltitavam na cama elástica. Lembro de muitos nomes e destes, muitos sigo encontrando pelas ruas. Os cumprimentos seguem sendo efusivos mesmo depois de mais de uma década. Creio que por causa dos laços fraternais criados naquele convívio e que criaram, ao mesmo tempo, uma memória comum, sempre revivida quando reencontrada.
Petula tinha um grupo e nós tínhamos outro; ao fim nos juntamos todos em um período da vida aonde as férias tem três meses.
Algum tempo depois, já alejado deste bar, e por intermédio de amigos outros, venho a conhecer e conviver com dois belos espécimes, entre outros, da família do Mano: Taís Kurtz e Márcio Kurtz. A curtição toda seguia sendo na mesma praia e alguns meses mais tarde era me apresentado o outro protagonista desta história. Já sendo um apêndice barbudo da família, não lembro a impressão que tive de Mano, mas deve ter sido boa, porque dali em diante, mais 'adultos', inauguraríamos uma fase, digamos, mais aguda de terrorismo adolescente-tardio.
Muitas praias e botecagens posteriores, certo dia, lembro bem, Mano diz algo do tipo "há alguém". Ou eu lia, ou olhava uma parede ou me distraía com a espuma de um copo qualquer e respondi qualquer coisa como ""dá-me algo mais". E então, e parecia ontem, Mano falou em, lembro bem, Pê. Teria sido lindo se eu, na mesma hora, tivesse imaginado o sorriso largo da garota que anos atrás havia conhecido. Mas não foi isso que passou. Com vagar, devo ter perguntado pelo nome e aí sim, precedido de um certo brilho besta, ouvi, com grata surpresa,o nome "Petula". Minha afeição pelas pessoas é certeira e duradoura. Certamente falei que conhecia Petula e minhas memórias um pouco que se acabam por aqui.
O ponto é a certeza do que virá agora estando eles juntos. Creio que um pouco passamos em dois dias juntos em Punta del Diablo, quando descobri que calamares em excesso provocam um certo 'barato'.
Sem querer atrapalhar esta singela recordação minha que compartilho, gostaria de lembrar, entre tantos outros amigos, de singelo personagem que um pouco culminara todos os caminhos, potencializando outras direções: Rafalezinho Proti. Depois de passar a compreender mais de panspermia cósmica convivendo com um seleto grupo, tudo um pouco se modificou com a ida de Rafa à França, com minha entrada no mestrado e sobre o Mano não sei direito a ordem dos acontecimentos.
Enfim, isso tudo foi mais um exercício meu em recordar (re=tornar a; cordis=coração)trajetórias e as alminhas puras que passam pelos nossos caminhos e as ligações malucas desse destino estranho.
Não vejo a hora deste super brinde coletivo, de beber com linda compostura e de apertar as bochechinhas do Rafa Proti!
Saludos!
Lucas
HAHAHAHA!
Me surpreende a tua memória. Eu que convivi contigo em fase que era afoito por devora-la.
O bar era o Macoco? Se sim, pô, tu vê, eu passei anos indo ali, mas era tao solitário. Aquele monte de gente feliz e eu, sozinho sozinho, piá de Ijuí...
E, já que a narrativa corria solta, por que nao puseste o Protti na cama elástica????
Abraço e muito bem, Jeff?, Rog.
Lucas, que lindo!
Pe
- O bar era o Malabi.
- Só tinha uma latinha de cerva na geladeira, assim que... minha imaginação não alcançou o rafaelzinho ofegante pulando na cama.
- o blog só aceita comentários de quem tenha contas google. Tenho um email que uso para confundir personalidades públicas, cujo nome é Jefferson Airplane. Não sei porque saiu só Jeff... Enfim, é uma banda setentista que escuto para "entrar numas".
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